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Preencha os campos abaixo para se inscrever na aula ao vivo, especial e 100% gratuita: A prisão política na Sibéria como o grande aprendizado de Dostoiévski sobre a natureza humana: análise da obra Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta)

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DIA 03/02/26 | TERÇA-FEIRA | 20h

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Eis o tema da aula do Prof. Dr.Flávio Ricardo Vassoler: A prisão política na Sibéria como o grande aprendizado de Dostoiévski sobre a natureza humana: análise da obra Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta)

Eis o tema da aula do Prof. Dr.Flávio Ricardo Vassoler: A prisão política na Sibéria como o grande aprendizado de Dostoiévski sobre a natureza humana: análise da obra Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta)

Eis o tema da aula do Prof. Dr.Flávio Ricardo Vassoler: A prisão política na Sibéria como o grande aprendizado de Dostoiévski sobre a natureza humana: análise da obra Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta)

No fim da década de 1840, o então jovem escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881) aderiu a um grupo de debates e práticas políticas que se chamava círculo de Petrachévski, o qual se contrapunha ao opressivo regime tsarista e propugnava tanto pela abolição da servidão (que só ocorreria em 1861) quanto pelo estabelecimento de uma república socialista na Rússia. Os membros do círculo foram presos pela Okhrana, a polícia política do regime, e condenados à pena de morte a ser executada por um pelotão de fuzilamento. À eminência de a sentença capital ser levada a cabo, o tsar Nicolau I (1796-1855) comutou a pena e a reverteu em longos anos de trabalhos forçados num presídio siberiano, que se tornaria o cenário para a obra-prima Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta, 1861-62), livro que, a meu ver, é a grande porta de entrada para a literatura dostoievskiana.


No presídio siberiano, Dostoiévski (re)avaliaria suas concepções políticas, sociais, religiosas e existenciais em diálogos com os detentos (presos políticos, como o próprio o autor, e presos comuns). O escritor já começava a indagar se a nova sociedade reconciliada e utópica, que os revolucionários acreditavam possível de erigir, conseguiria mesmo fazer tábula rasa da tradição, dos valores e costumes para trazer à tona pessoas fraternas e cordatas. Ora, onde ficariam o mal, o ressentimento, o ímpeto de vingança e teimosia, tão recorrentes entre os detentos, nesse novo Éden deslocado do céu para a terra?


Dostoiévski também começou a imaginar que, se a vida fosse definitivamente ceifada pela morte e pela finitude, a existência passaria a ser equivalente a um trabalho sádico e sem sentido a que os detentos por vezes eram submetidos: os guardas os mandavam encher de areia de areia um carrinho de mão, de um lado do pátio, e depois ordenavam que eles esvaziassem os carrinhos, no lado oposto. Ao chegar lá, a operação inicial era repetida, e os cativos da ampulheta humana deviam descarregar a areia (e a vida) sem finalidade no ponto de partida. Vemos, já em Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta), que a imaginação limítrofe e escatológica de Dostoiévski, tão presente em seus romances posteriores, encontrava-se em plena gestação.


Em nossa aula especial e 100% gratuita, veremos, assim, como a experiência como preso político na Sibéria foi a grande forja para que Dostoiévski afiasse e aprofundasse suas percepções sobre a natureza humana, nosso psiquismo e os encarniçados dilemas da modernidade. Da (in)existência de Deus à (im)possibilidade da utopia; da vontade irascível de liberdade ao medo de ter que fazer escolhas que leva à submissão ao autoritarismo da prisão, conseguiremos discernir, em Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta), a germinação e o prenúncio dos grandes temas e personagens dos romances Crime e castigo (1866), O idiota (1869), Os demônios (1872) e Os irmãos Karamázov (1880).

No fim da década de 1840, o então jovem escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881) aderiu a um grupo de debates e práticas políticas que se chamava círculo de Petrachévski, o qual se contrapunha ao opressivo regime tsarista e propugnava tanto pela abolição da servidão (que só ocorreria em 1861) quanto pelo estabelecimento de uma república socialista na Rússia. Os membros do círculo foram presos pela Okhrana, a polícia política do regime, e condenados à pena de morte a ser executada por um pelotão de fuzilamento. À eminência de a sentença capital ser levada a cabo, o tsar Nicolau I (1796-1855) comutou a pena e a reverteu em longos anos de trabalhos forçados num presídio siberiano, que se tornaria o cenário para a obra-prima Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta, 1861-62), livro que, a meu ver, é a grande porta de entrada para a literatura dostoievskiana.


No presídio siberiano, Dostoiévski (re)avaliaria suas concepções políticas, sociais, religiosas e existenciais em diálogos com os detentos (presos políticos, como o próprio o autor, e presos comuns). O escritor já começava a indagar se a nova sociedade reconciliada e utópica, que os revolucionários acreditavam possível de erigir, conseguiria mesmo fazer tábula rasa da tradição, dos valores e costumes para trazer à tona pessoas fraternas e cordatas. Ora, onde ficariam o mal, o ressentimento, o ímpeto de vingança e teimosia, tão recorrentes entre os detentos, nesse novo Éden deslocado do céu para a terra?


Dostoiévski também começou a imaginar que, se a vida fosse definitivamente ceifada pela morte e pela finitude, a existência passaria a ser equivalente a um trabalho sádico e sem sentido a que os detentos por vezes eram submetidos: os guardas os mandavam encher de areia de areia um carrinho de mão, de um lado do pátio, e depois ordenavam que eles esvaziassem os carrinhos, no lado oposto. Ao chegar lá, a operação inicial era repetida, e os cativos da ampulheta humana deviam descarregar a areia (e a vida) sem finalidade no ponto de partida. Vemos, já em Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta), que a imaginação limítrofe e escatológica de Dostoiévski, tão presente em seus romances posteriores, encontrava-se em plena gestação.


Em nossa aula especial e 100% gratuita, veremos, assim, como a experiência como preso político na Sibéria foi a grande forja para que Dostoiévski afiasse e aprofundasse suas percepções sobre a natureza humana, nosso psiquismo e os encarniçados dilemas da modernidade. Da (in)existência de Deus à (im)possibilidade da utopia; da vontade irascível de liberdade ao medo de ter que fazer escolhas que leva à submissão ao autoritarismo da prisão, conseguiremos discernir, em Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta), a germinação e o prenúncio dos grandes temas e personagens dos romances Crime e castigo (1866), O idiota (1869), Os demônios (1872) e Os irmãos Karamázov (1880).

No fim da década de 1840, o então jovem escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881) aderiu a um grupo de debates e práticas políticas que se chamava círculo de Petrachévski, o qual se contrapunha ao opressivo regime tsarista e propugnava tanto pela abolição da servidão (que só ocorreria em 1861) quanto pelo estabelecimento de uma república socialista na Rússia. Os membros do círculo foram presos pela Okhrana, a polícia política do regime, e condenados à pena de morte a ser executada por um pelotão de fuzilamento. À eminência de a sentença capital ser levada a cabo, o tsar Nicolau I (1796-1855) comutou a pena e a reverteu em longos anos de trabalhos forçados num presídio siberiano, que se tornaria o cenário para a obra-prima Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta, 1861-62), livro que, a meu ver, é a grande porta de entrada para a literatura dostoievskiana.


No presídio siberiano, Dostoiévski (re)avaliaria suas concepções políticas, sociais, religiosas e existenciais em diálogos com os detentos (presos políticos, como o próprio o autor, e presos comuns). O escritor já começava a indagar se a nova sociedade reconciliada e utópica, que os revolucionários acreditavam possível de erigir, conseguiria mesmo fazer tábula rasa da tradição, dos valores e costumes para trazer à tona pessoas fraternas e cordatas. Ora, onde ficariam o mal, o ressentimento, o ímpeto de vingança e teimosia, tão recorrentes entre os detentos, nesse novo Éden deslocado do céu para a terra?


Dostoiévski também começou a imaginar que, se a vida fosse definitivamente ceifada pela morte e pela finitude, a existência passaria a ser equivalente a um trabalho sádico e sem sentido a que os detentos por vezes eram submetidos: os guardas os mandavam encher de areia de areia um carrinho de mão, de um lado do pátio, e depois ordenavam que eles esvaziassem os carrinhos, no lado oposto. Ao chegar lá, a operação inicial era repetida, e os cativos da ampulheta humana deviam descarregar a areia (e a vida) sem finalidade no ponto de partida. Vemos, já em Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta), que a imaginação limítrofe e escatológica de Dostoiévski, tão presente em seus romances posteriores, encontrava-se em plena gestação.


Em nossa aula especial e 100% gratuita, veremos, assim, como a experiência como preso político na Sibéria foi a grande forja para que Dostoiévski afiasse e aprofundasse suas percepções sobre a natureza humana, nosso psiquismo e os encarniçados dilemas da modernidade. Da (in)existência de Deus à (im)possibilidade da utopia; da vontade irascível de liberdade ao medo de ter que fazer escolhas que leva à submissão ao autoritarismo da prisão, conseguiremos discernir, em Recordações da casa dos mortos (Escritos da casa morta), a germinação e o prenúncio dos grandes temas e personagens dos romances Crime e castigo (1866), O idiota (1869), Os demônios (1872) e Os irmãos Karamázov (1880).

Flávio Ricardo Vassoler, escritor, professor, psicanalista em formação, youtuber, fundador da Universidade Virtual do Vassoler (2020-2025), pela qual já ministrou 53 cursos online sobre grandes autores e obras da literatura e das humanidades, além de apresentador do programa semanal Filosofia do cotidiano, na TV 247, é doutor em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutorado em Literatura Russa pela Northwestern University, que fica em Evanston, nos Estados Unidos.

Durante o mestrado, realizou um curso de língua russa e pesquisas bibliográficas junto à Universidade Russa da Amizade dos Povos, que fica em Moscou, na Rússia.

É autor do romance O evangelho segundo talião (nVersos, 2013); do livro de ensaios e aforismos sobre cinema, literatura e teoria social Tiro de misericórdia (nVersos, 2014); do livro-tese Dostoiévski e a dialética: fetichismo da forma, utopia como conteúdo (Hedra, 2018); do livro de crônicas, ficções e ensaios Diário de um escritor na Rússia (Hedra, 2019); e do romance de formação em diálogos Metamorfoses, os anos de aprendizagem de Ricardo V. e seu pai (Nômade, fiel como os pássaros migratórios, 2021).

Já fez colaborações jornalísticas para o caderno literário “Aliás”, do jornal O Estado de S. Paulo; para o caderno “Ilustríssima”, do jornal Folha de S.Paulo; para as revistas Carta Capital, Veja e Piauí; e para o site do Brasil 247 .


Flávio Ricardo Vassoler, escritor, professor, psicanalista em formação, youtuber, fundador da Universidade Virtual do Vassoler (2020-2025), pela qual já ministrou 53 cursos online sobre grandes autores e obras da literatura e das humanidades, além de apresentador do programa semanal Filosofia do cotidiano, na TV 247, é doutor em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutorado em Literatura Russa pela Northwestern University, que fica em Evanston, nos Estados Unidos.

Durante o mestrado, realizou um curso de língua russa e pesquisas bibliográficas junto à Universidade Russa da Amizade dos Povos, que fica em Moscou, na Rússia.

É autor do romance O evangelho segundo talião (nVersos, 2013); do livro de ensaios e aforismos sobre cinema, literatura e teoria social Tiro de misericórdia (nVersos, 2014); do livro-tese Dostoiévski e a dialética: fetichismo da forma, utopia como conteúdo (Hedra, 2018); do livro de crônicas, ficções e ensaios Diário de um escritor na Rússia (Hedra, 2019); e do romance de formação em diálogos Metamorfoses, os anos de aprendizagem de Ricardo V. e seu pai (Nômade, fiel como os pássaros migratórios, 2021).

Já fez colaborações jornalísticas para o caderno literário “Aliás”, do jornal O Estado de S. Paulo; para o caderno “Ilustríssima”, do jornal Folha de S.Paulo; para as revistas Carta Capital, Veja e Piauí; e para o site do Brasil 247 .


Flávio Ricardo Vassoler, escritor, professor, psicanalista em formação, youtuber, fundador da Universidade Virtual do Vassoler (2020-2025), pela qual já ministrou 53 cursos online sobre grandes autores e obras da literatura e das humanidades, além de apresentador do programa semanal Filosofia do cotidiano, na TV 247, é doutor em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutorado em Literatura Russa pela Northwestern University, que fica em Evanston, nos Estados Unidos.

Durante o mestrado, realizou um curso de língua russa e pesquisas bibliográficas junto à Universidade Russa da Amizade dos Povos, que fica em Moscou, na Rússia.

É autor do romance O evangelho segundo talião (nVersos, 2013); do livro de ensaios e aforismos sobre cinema, literatura e teoria social Tiro de misericórdia (nVersos, 2014); do livro-tese Dostoiévski e a dialética: fetichismo da forma, utopia como conteúdo (Hedra, 2018); do livro de crônicas, ficções e ensaios Diário de um escritor na Rússia (Hedra, 2019); e do romance de formação em diálogos Metamorfoses, os anos de aprendizagem de Ricardo V. e seu pai (Nômade, fiel como os pássaros migratórios, 2021).

Já fez colaborações jornalísticas para o caderno literário “Aliás”, do jornal O Estado de S. Paulo; para o caderno “Ilustríssima”, do jornal Folha de S.Paulo; para as revistas Carta Capital, Veja e Piauí; e para o site do Brasil 247 .


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